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sábado, 26 de outubro de 2013

RABISCANDO E RELAXANDO O TRAÇO ANTES DE DESENHAR




O Desenho Livre em Giz Pastel Oleoso

O Rabisco, o Traço e o Desenho



Relaxamento do Traço antes da Iniciação ao Desenho

Desenhar é resumidamente "rabiscar" num papel em branco.
Aprender a desenhar exige treino das mãos, mas primeiro o relaxamento das mesmas.
Para isto é necessário primeiramente relaxar as mãos e os braços, deixá-los soltos, livres para trabalharem no que se sugere.

Esta é uma etapa importante no desenho, sempre tenha perto uma folha em branco somente para rabiscar.

Saber desenhar bem não é saber fazer um traço perfeito, reto, linear, ou algo assim. Saber desenhar é, antes de tudo, saber segurar o lápis, ou o bastão de giz, ou qual seja o material usado, com firmeza. É fundamental ter o relaxamento das mãos, para o traço sair naturalmente. Assim, o traço pode ser leve e ao mesmo tempo firme. Como conseguir isto? Experimente primeiro segurar um lápis e apoiar apenas a mão sobre o papel ao desenhar. Verá que, provavelmente, o traço sairá curto, sem movimento. Em seguida experimente apoiar o ante-braço na mesa, e daí desenhar. Conseguirá desta forma maior espaço e movimento para executar o traço e, ao mesmo tempo, uma certa "soltura" para desenhar. Esta é a forma correta.



Abaixo alguns exemplo de "rabiscos" para relaxar o traço em lápis grafite n. 6 B e em giz pastel oleoso várias cores.


Rabiscar, rabiscar e soltar a mão.

Tente não "mecanizar" o traço, deixando a mão rabiscar livremente no papel.



A "Garatuja" para o adulto


Garatuja é o nome dado ao primeiro rabisco infantil, geralmente na idade de dois a quatro anos. São traços feitos despretensiosamente pelas crianças, dentro de suas limitações, mas são fundamentais para seu desenvolvimento motor, tátil, sua percepção espacial etc.

Como o artista Picasso disse: 

"Toda criança é artista. O problema é o como manter-se artista depois de crescido."
E ainda: "Precisei de uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças."


Ou Seja, toda criança desenha e desenha muito, e ainda, o faz espontaneamente. Se pensarmos como uma criança ao desenhar, estaremos exercitando nossa capacidade de ser espontâneo e de evoluir no desenho sem "pular etapas", ou seja, sem ir direto ao desenho final.

Observação: Quanto maior o tamanho da folha de papel melhor, assim o desempenho e a liberdade para soltar a mão será proporcionalmente maior. O papel usado foi sulfite, tamanho A2.











Depois de exercitar bastante com o lápis grafite, inicie os traços com o giz pastel oleoso. Provavelmente a cor lhe dará maior percepção do traço e também maior prazer ao olhar.

















A seguir, alguns exemplos de aperfeiçoamento dos traços e rabiscos.
Depois de treinar traços soltos, sem preocupar-se em desenhar qualquer figura, pode-se passar a utilizar alguns traços mais elaborados, tanto em formas, quanto em cores. Porém, tente não perder a leveza e a liberdade ao tracejar as linhas.








Abaixo dois exemplos de desenhos abstratos feitos a partir de "rabiscos": 





Bons rabiscos, bons desenhos!!


(Observação: Todos os "rabiscos" e desenhos são de autoria desta artista, professora de pintura e autora do blog, Denise D'O. Ludwig)
(Todas as fotos foram registradas e tratadas pelo fotógrafo João D'Oliveira)


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ARTE DA COR




ARTE DA COR

TEORIA DAS CORES


Círculo Cromático de Goethe








Disco Cromático Convencional






Cores Primárias, Secundárias e Terciárias





Cores Quentes e Cores Frias







Luz é Cor

Prisma de Cor







ARCO-ÍRIS











Branco é luz, é a reunião de todas as cores.

Preto é ausência de luz, portanto não é cor.

Da Vinci explicou que o branco e o preto não são cores mas sim os extremos de luz.



História da Teoria da Cor


Aristóteles

A mais antiga teoria sobre cores que se tem notícia é de autoria do filósofo grego Aristóteles. Aristóteles concluiu que as cores eram uma propriedade dos objetos. Assim como peso, material, textura, eles tinham cores. E, pautado pela mágica dos números, disse que eram em número de seis, o vermelho, o verde, azul, amarelo, branco e preto.


Idade média

O estudo de cores sempre foi influenciado por aspectos psicológicos e culturais. O poeta medieval Plínio certa vez teorizou que as três cores básicas seriam o vermelho vivo, o ametista e uma outra que chamou de conchífera. O amarelo foi excluído desta lista por estar associado a mulheres, pois era usado no véu nupcial


Renascença

Na renascença a natureza das cores foi estudada pelos artistas.


Leon Battista Alberti

Leon Battista Alberti, um discípulo do arquiteto Brunelleschi, diria que seriam quatro as mais importantes, o vermelho, verde, azul e o cinza- as cores em número de quatro estão relacionadas aos quatro elementos (Fogo-vermelho; Ar-Azul; Água-verde; Terra-Cinza (como escreve em sua obra "De Pictura") . Essa visão reflete os seus gostos na tela. Alberti é contemporâneo de Leonardo da Vinci, e teve influencia sobre ele.



Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci reuniu anotações para dois livros distintos e seus escritos foram posteriormente reunidos em um só livro intitulado Tratado da pintura e da paisagem. Ele se oporia a Aristóteles ao afirmar que a cor não era uma propriedade dos objetos, mas da luz. Havia uma concordância ao afirmar que todas as outras cores poderiam se formar a partir do vermelho, verde, azul e amarelo. Afirma ainda que o branco e o preto não são cores mas extremos da luz. Da Vinci foi o primeiro a observar que a sombra pode ser colorida, pesquisar a visão estereoscópica e mesmo tentou construir um fotômetro.



Isaac Newton

Newton acreditava na teoria corpuscular da luz tendo grandes desavenças com Huygens que acreditava na teoria ondulatória. Posteriormente, provou-se que a teoria de Newton não explicava satisfatoriamente o fenômeno da cor. Mas sua teoria foi mais aceita devido ao seu grande reconhecimento pela gravitação. Apesar disso, Newton fez importantes experimentos sobre a decomposição da luz com prismas e acreditou que as cores eram devidas ao tamanho da partícula de luz.
O físico, inglês, Isaac Newton (1642-1727) realizou vários experimentos ao longo dos anos e revolucionou os conhecimentos sobre a luz. Em 1666, na feira de Woolsthorpe, comprou um prisma de vidro (vidro triangular – um peso de papel) e observou em seu quarto, como um raio de sol da janela se decompunha ao atravessar o prisma, sua atenção foi atraída pelas cores do espectro, onde um papel no caminho da luz que emergia do prisma aparecia às sete cores do espectro, em raios sucessivos: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul anil e o violeta. Desta maneira ele produziu seu pequeno arco-íris artificial. Rocha (2002, p. 219), relembra que Newton em seu livro Philosophical Transactions (1672), por meio de uma carta ao Editor de Cambridge para ser comunicada à R. Society, concluiu sua teoria comunicando:
"Para cumprir minha promessa anterior, devo sem mais cerimônias adicionais informar-lhe que no começo do ano de 1666 (época que me dedicava a polir vidros óptico de formas diferente da esférica), obtive um prisma de vidro retangular para tentar observar com ele o celebre fenômeno das cores. Para este fim, tendo escurecido meu quarto e feito um pequeno buraco na minha janela para deixar passar uma quantidade conveniente de luz do Sol, coloquei o meu prisma em uma entrada para que ela [a luz] pudesse ser assim refratada para a parede oposta. Isso era inicialmente um divertimento muito prazeroso: ver todas as cores vividas e intensamente assim produzidas, mas depois de um tempo dedicando-me a considerá-las mais seriamente, fiquei surpreso por vê-las..."
Em seguida, Newton repetiu a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores, mas elas permaneciam simples. Desta forma ele concluiu que a luz branca é composta por todas as cores do espectro e provou isso reunindo as raias coloridas mediante a uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca. E mais adiante Rocha (2002, p. 220) destaca que em seu livro Philosophical Transactions (1672), Newton afirmou:
"Cores não são qualificações da luz derivadas de refração ou reflexões dos corpos naturais (como é geralmente acreditado), mas propriedades originais e inatas que são diferentes nos diversos raios. Alguns raios são dispositivos a exibir uma cor vermelha e nenhuma outra; alguns uma amarela e nenhuma outra, alguns uma verde e nenhuma outra e assim por diante. Nem há apenas raios próprios e particulares para as cores mais importantes, mas mesmo para todas as cores intermediárias."
Rocha (2002, p. 221) diz que o espectro não mostra cores nitidamente limitadas. Newton também teve a ideia de estabelecer relações entre elas e os sons da escala musical, dividindo as infinitas cores do espectro em sete grupos de cores: (todos os graus de) vermelho, laranja, amarelo, verde, azul anil e violeta. Ainda hoje, é comum a divisão do espectro em sete cores é arbitraria. A distinção entre azul e anil é forçada desse número sete. Como não temos um critério preciso para definir determinada cor, é desnecessária a preocupação com o número e a denominação das cores do arco-íris. Depois, através de um dispositivo dividindo em sete cores, cada uma dos quais pintando com uma das cores do espectro, que ao girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, dando a sensação do branco, conhecido como o Disco de Newton. No mesmo artigo Newton escreve:
"...a observação experimental do fenômeno inverso ao da dispersão das cores do espectro pelo prisma: Mas a composição surpreendente e maravilhosa foi aquela da brancura. Não há nenhum tipo de raio que sozinho possa exibi-la. Ela é sempre composta... Frequentemente tenho observado que fazendo convergir todas as cores do prisma e sendo desse modo novamente misturadas como estavam na luz inteiramente e perfeitamente branca..."
Notamos que a luz se propaga em forma de variações transversais e atravessam com menor ou maior facilidade, todas as substancias chamadas transparentes. Para Neto (1980), luz é a designação que recebe a radiação eletromagnética que ao penetrar no olho humano, acarreta uma sensação de claridade sendo ela responsável pelo transporte de todas as informações visuais que recebemos. Explica Rocha (2002, p. 221) que para Newton a luz é composta por corpos luminosos, que chega até aos olhos do observador e produz a sensação de luminosidade, como a emissão, por parte de pequenas partículas e diz:
"Disso, portanto vem que a brancura é a cor usual da luz, pois a luz é um agregado confuso de raios dotados de todos os tipos de cores, como elas [as cores] são promiscuamente lançadas dos corpos luminosos."
Com essa teoria chamada Teoria corpuscular da escuridão, ele não inventou o telescópio refletor – que causa aberrações cromáticas, emprega um espelho côncavo, que reflete a luz. Certamente já vimos isso acontecer: por um pedaço de vidro, um aquário ou algo de gênero que produz faixas coloridas, como um CD qualquer, verá os reflexos produzidos que variam uma gama de cores vivas. As gotas de chuva tem o mesmo efeito, na fronteira do ar com a água, a luz é refratada e os diferentes comprimentos de onde que formam a luz do Sol são inclinados em diferentes ângulos, como no prisma de Newton, no interior das gotas passam, as cores desdobram, ate atingirem a parede côncava do outro lado e assim são refletidas de volta e para baixo, saindo da gota de chuva. A cor, portanto, pode ser considerada uma sensação ou efeito fisiológico que produz cada um destes elementos dispersos que constituem a luz branca.



Le Blon

Ainda no século XVIII, um impressor chamado Le Blon testou diversos pigmentos até chegar aos três básicos para impressão: o vermelho, o amarelo e o azul.



Goethe
 
Roda criada por Goethe em 1810

No século XIX o poeta Goethe se apaixonou pela questão da cor e passou trinta anos tentando terminar o que considerava sua obra máxima: um tratado sobre as cores que poria abaixo a teoria de Newton.
A principal objeção de Goethe a Newton era de que a luz branca não podia ser constituída por cores, cada uma delas mais escura que o branco. Assim ele defendia a idéia das cores serem resultado da interação da luz com a "não luz" ou a escuridão.
Por exemplo, o experimento da luz decomposta em cores ao passar por um prisma foi explicado por ele como um efeito do meio translúcido (o vidro) enfraquecendo a luz branca. O amarelo seria a impressão produzida no olho pela luz branca vinda em nossa direção através de um meio translúcido. O sol e a lua parecem amarelados por sua luz passar pela atmosfera até chegar a nós. Já o azul seria o resultado da fuga da luz de nós até a escuridão. O céu é azul porque a luz refletida na terra volta em direção ao espaço negro através da atmosfera. Da mesma forma o mar, onde a luz penetra alguns metros em direção ao fundo escuro. Ou as montanhas ao longe que parecem azuladas. O verde seria a neutralização do azul e do amarelo. Como no mar raso ou numa piscina, onde a luz refletida no fundo vem em nossa direção (amarelo) ao mesmo tempo que vai do sol em direção ao fundo (azul). A intensificação do azul, ou seja a luz muito enfraquecida ao ir em direção à escuridão torna-se violeta, do mesmo modo que o amarelo intensificado, como o sol nascente, mais fraco, e tendo que passar por um percurso maior de atmosfera até nosso olho fica avermelhado.
A interpretação do arco íris é assim modificada. Os dois extremos tendem ao vermelho, que representa o enfraquecimento máximo da luz.
E ele realmente descobriu aspectos que Newton ignorara sobre a fisiologia e psicologia da cor. Observou a retenção das cores na retina, a tendência do olho humano em ver nas bordas de uma cor complementar, notou que objetos brancos sempre parecem maiores do que negros.
Também reinterpretou as cores, pigmentos de Le Blon, renomeando-os púrpura, amarelo e azul claro, se aproximando com muita precisão das atuais tintas magenta, amarelo e ciano utilizadas em impressão industrial.
Porém as observações de Goethe em nada feriram a teoria de Newton, parte devido ao enorme prestígio do físico inglês, e parte porque suas explicações para os fenômenos eram muitas vezes insatisfatórias e ele não propunha nenhum método científico para provar suas teses. Sua publicação "A teoria das cores" caiu em descrédito na comunidade científica, não despertou interesse entre os artistas e era deveras complexo para leigos.
Suas observações foram resgatadas no início do século XX pelos estudiosos da gestalt e sobre pintores modernos como Paul Klee e Kandinsky.
Atualmente, o estudo da teoria das cores nas universidades se divide em três matérias com as mesmas características que Goethe propunha para cores: a cor física (óptica física), a cor fisiológica (óptica fisiológica) e a cor química (óptica fisico-química).
O conteúdo é basicamente a teoria de Newton acrescida de observações modernas sobre ondas. Os estudos de Goethe ainda podem ser encontrados em livros de psicologia, arte e mesmo livros infanto-juvenis que apresentam ilusões de óptica.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_cores







A Luz e a Cor



Olhando a Cor



A cor, ou tom, é resultado da existência da luz, ou seja, se a luz não existisse, não haveriam cores, à excepção do preto que, é exatamente a ausência de luz. O preto é resultado de algo que absorve toda a luz e não reflete, o branco resulta de algo que reflete toda a luz, logo é a existência de luz.

Assim, poderíamos dizer que o branco e o preto não são exatamente cores, mas antes características da luz.

Isaac Newton, em 1666, fez uma experiência onde verificou que a luz do sol, tinha grande influência na existência das cores, nomeadamente as cores do arco-íris.

De salientar a sua importância, na evolução das teorias para a explicação da natureza da luz, para explicar igualmente a cor que vemos nas coisas e compreender que estas se relacionam com a estrutura das substâncias que as constituem.

A luz é pois fundamental para a percepção da cor, uma vez que as cores só existem e só são vistas pelos nossos olhos, com a presença da luz. Assim, é essencial falar da cor-pigmento e da cor-luz.

A cor-pigmento é a substância usada para imitar os fenómenos da cor-luz. Cores que podem ser extraídas da natureza, como materiais de origem vegetal, animal ou mineral, e que da sua mistura, através de processos industriais, surge o pigmento.

A cor-luz, baseia-se na luz solar e pode ser vista através dos raios luminosos. A cor-luz, representa a própria luz, capaz de se decompor em várias cores.
fonte: http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/a_luz_e_a_cor.htm



TEORIA DO USO DA COR



Tom tem a ver com o tipo de cor: sienna terra, verde, preto titânio, marfim, rosa, etc.



Luminosidade é a quantidade de luz que cada cor tem e podem ser diferenciadas por oposição a outras cores, por exemplo o amarelo é mais leve do que o azul ou um verde mais claro do que castanho.


AULA DE DESENHO: DESENHOS DAS FORMAS GEOMÉTRICAS BÁSICAS COM CARVÃO VEGETAL







AULA DE DESENHO


A ARTE DE DESENHAR COM CARVÃO VEGETAL

"CHARCOAL"

As Formas Geométricas Básicas



O carvão é o melhor material para soltar a mão, treinar o traço do desenho e dar volumes às formas.
É um material macio e de fácil manuseio.




Abaixo, formas sólidas geométricas básicas desenhadas com carvão vegetal, próprio para desenho artístico.









Transformando as formas planas em sólidos:

Círculo = Esfera
Quadrado = Cubo
Triângulo = Cone, Pirâmide
Retângulo = Cilindro








A tridimensionalidade das formas se obtém com as gradações das sombras dada a cada forma, destacando a parte da "luz", obtida através dos meios tons, até chegar no lado bem escuro.
O papel de desenho é um plano bidimensional, ou seja, tem dois lados, a altura e a largura. A profundidade obtida através das sombras de determinado objeto desenhado, resultará numa visão de uma terceira dimensão. O objeto torna-se "encorpado", com volume suficiente para caracterizá-lo como tridimensional. Cada forma plana é transformada em um sólido geométrico. 








O Uso das Formas Geométricas  

Treinando estes desenhos acima, com seus respectivos volumes obtidos através de suas sombras, facilitará a execução de qualquer tipo de desenho, uma vez que estas formas geométricas são vistas em todas as coisas, inclusive nas coisas naturais. Por exemplo, uma árvore, uma flor, um animal e até mesmo o corpo humano.










Carvão vegetal - "Charcoal"

Em papelarias especializadas encontram-se carvão próprio para desenho, em caixas que contém tamanhos variados. Há também bastões de carvão avulsos, porém, são importados, portanto mais caros.




Fixação dos Desenhos à Carvão ou Giz Pastel Seco

O uso do carvão está associado normalmente para a execução de esboços. Devido a sua maciez e pouca fixação no papel, é indicado a utilização de um spray fixador para prolongar a durabilidade dos trabalhos que queiram guardar ou até mesmo emoldurá-los.
Existe um tipo de spray próprio para fixar os trabalhos em desenho a carvão e também em giz pastel seco. Prefira a escolha de um spray fosco.




A História do Desenho

A história do desenho começa quase que ao mesmo tempo em que a do homem. Nas cavernas  ficaram gravados, por meio de desenhos, os hábitos e experiências dos primitivos "homens das cavernas" que usavam as pinturas rupestres como forma de se expressar e comunicar antes mesmo que se consolidasse uma linguagem verbal.



Desenho Rupestre em Parede da Caverna de Lascaux na França

"Ao longo dos séculos o desenho passou a ser utilizado cada vez de formas mais diferentes. Sendo até mesmo, um precursor da linguagem escrita, da fotografia e assim, do cinema, e até mesmo das representações cartográficas.
Ora ilustrando templos sagrados e tumbas, como dos egípcios onde se vê relatada, praticamente, todas as histórias da vida cotidiana e mesmo da vida após a morte, ora representando os deuses mitológicos gregos, ou ainda, conduzindo navegantes por mares desconhecidos como durante os séculos XV e XVI e nos séculos posteriores, a arte de desenhar acompanhou o homem durante todo seu desenvolvimento fazendo parte de sua história e, ainda hoje, é capaz de surpreender e encantar a qualquer um que se permita uma breve contemplação.

Na pré-história o desenho surgiu como forma de as pessoas se comunicarem facilitando o desenvolvimento de uma linguagem falada e escrita. Não que o homem tenha aprendido a desenhar antes de falar, porque isso é praticamente impossível de determinar uma vez que a linguagem falada não deixa marcas em paredes como as pinturas rupestres. Mas é inegável que a expressão por meio de pinturas facilitou a comunicação para aqueles povos.

Na antigüidade o desenho ganha status sagrado, principalmente no Egito, onde é usado para decorar tumbas e templos. Tanto o é que, para os antigos egípcios uma grave condenação para alguém após a morte é ter raspados todos os desenhos e inscrições de sua tumba. Mesopotâmicos, Chineses e povos do continente Americano desenvolveram cada qual um sistema diferente de desenhar, com significados próprios e que caracterizaram cada população. Da mesma forma ocorreu na antigüidade clássica, quando gregos e romanos utilizaram o desenho para representar seus deuses.

Já na mesopotâmia o desenho foi utilizado para criar representações da terra e de rotas de forma bastante primitiva. O nascimento da representação cartográfica de rotas comerciais e domínios ganha fôlego com a expansão do Império Romano e a popularização de suas cartas.
Mas um acontecimento realmente importante para todas as formas de desenho foi a invenção do papel pelos chineses há mais de três mil anos. Até então eram usados diferentes materiais para as representações como blocos de barro ou argila, couro, tecidos, folhas de palmeira, pedras, ossos de baleia, papiro (uma espécie de papel mais fibroso muito usado pelos egípcios) e até mesmo bambu. Estima-se que por volta do ano VI a.C. os chineses já utilizassem um papel de seda branco próprio para desenho e escrita. Mas, o papel da forma que conhecemos hoje surgiu em 105 d.C. tendo sido mantido em segredo pelos chineses durante quase 600 anos. A técnica, embora tenha evoluído, ainda mantém o mesmo princípio de extração de fibras vegetais, prensagem e secagem.

Os apetrechos utilizados para fazer o desenho também foram bem diferentes até que se inventasse a tão comum caneta em esferográfica, em 1938. O primeiro “utensílio” usado para desenhar foram os dedos com os quais os homens da caverna fizeram suas pinturas rupestres, depois foram usados pelos babilônicos pedaços de madeira ou osso em formato de cunha para desenhar em tábuas de argila (daí o nome da escrita “cuneiforme”). Com a invenção do papiro pelos egípcios foi necessário desenvolver outros materiais para escrita e o desenho. Passaram então a ser utilizados madeira e ossos molhados em tinta vegetal e, depois, as famosas penas ou ainda o carvão que já era utilizado pelo homem das cavernas. As penas, no século XVIII, passaram a ser de metal e em 1884, Lewis E. Watterman patenteou a caneta tinteiro, precursora das esferográficas.
Da mesma forma que os instrumentos utilizados para o desenho evoluíam, o próprio desenho evoluía junto. No Japão, a época mais próspera dos samurais (1192 a 1600) o desenho experimenta um grande crescimento. Os samurais além de guerreiros se dedicavam às artes. É no Japão que foi divulgada a tinta nanquim criada pelos chineses, ao contrário do que se costuma pensar. Uma tinta preta bastante usada para desenhar e que era feita de um pigmento negro extraído de compostos de carbono queimados (como o carvão).
Assim como praticamente todas as formas tradicionais de arte, o desenho foi bastante difundido por religiosos seja no oriente ou no ocidente. Assim, a arte mantém ainda uma ligação com o religioso, embora no Japão tenha se popularizado a representação da natureza e na antigüidade já se fizessem desenhos sobre a vida e as pessoas.
É no Renascimento que o desenho ganha perspectivas e passa a retratar mais fielmente a realidade ao contrário do que ocorria, por exemplo, nas ilustrações da Idade Média, quando a falta de perspectiva criava cenários completamente impossíveis. Com o Renascimento surge também um conhecimento mais aprofundado da anatomia humana e os desenhos ganham em realidade. Mestres da pintura na época eram também exímios desenhistas que usavam os conhecimentos da anatomia para dar mais realidade as imagens através do uso de sombras, proporções, luz e cores.
Devido a Revolução Industrial surge uma nova modalidade de desenho voltado para a projeção de máquinas e equipamentos: o desenho industrial.
Em 1890, outro marco para o desenho: surge a primeira revista em quadrinhos semanal da história. No dia 17 de maio de 1890 foi lançada a Comic Cuts pelo magnata londrino Alfred Harmsworth, mais tarde Lord Northcliffe. Mas, outras fontes atribuem o feito a obras anteriores: uma destas obras seria o desenho chamado “Yellow Kid” publicada em 1897 por Richard Outcalt. No Brasil, as precursoras foram as tiras do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, publicadas em 1869, no jornal “Vida Fluminense” com o título de “As Aventuras de Nhô Quim”.
Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) as caricaturas e charges se popularizam e sua utilização passa a ser cada vez mais freqüente. Com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) não só as caricaturas em periódicos de grande circulação, mas também as animações passam a ser utilizadas por ambos os lados numa verdadeira “guerra visual”, seja para fazer propaganda ou para fazer críticas a um e outro sistema.
Da década de 90 para cá as evoluções foram enormes. Centenas de periódicos no mundo todo tratam exclusivamente do assunto “desenho” em suas mais diversas modalidades: cartuns, charges, desenhos técnicos, desenho artístico, caricatura, animes, mangás, grafite e outros.

Técnicas cada vez mais apuradas de desenho, arte final, diagramação, impressão e distribuição possibilitaram além da melhoria da técnica, a criação de estilos tão variados quanto é a variedade de público. E que essa história nunca termine…


Próxima aula:

A Iniciação ao Desenho com o relaxamento do traço.
Desenho e rabiscos com Giz Pastel: Oleoso